quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Haider, morreu o Pop-Nazi

Populista, xenófobo e pop star da cena política austríaca, Joerg Haider morreu como gostava de viver, aceleradamente, a 142 à hora numa estrada que tinha como limite de velocidade os 70. Foi no sábado de madrugada, nos arredores de Klaugenfurt, capital da Caríntia, seu feudo político. Ia de uma discoteca para casa da família festejar os 90 anos da mãe.
"Morreu a nossa Lady Di", disse um dos muitos fãs que amontoavam flores às portas do palácio de governo da cidade. O seu sucessor no partido (Movimento para o Futuro da Áustria, BZOe), o jovem Stefan Petzner, chorou perante as câmaras da televisão: "Para nós é o fim do mundo."
Haider viveu "nos limites", observou o diário Kurier. Mudou a cena política da Áustria, "dando más respostas às boas questões". Morreu com 58 anos.
Havia muitos Haider, e imagens dele, conforme as circunstâncias. O dos fatos elegantíssimos. O desportista que sabia usar jeans e gostava dos Porsche. O "Robin dos Bosques" protector dos humildes, que denunciava a exploração dos trabalhadores e simultaneamente defendia propostas económicas ultraliberais.
Líder carismático, jogava com a sua própria "ambiguidade sexual". Escreveu a sua biógrafa Christa Zoechling: "Ele pode ser homem e mulher ao mesmo tempo e é esta volubilidade que lhe permite cativar as multidões." Como uma pop star.
O que estigmatizou a sua figura na Europa foram as tiradas xenófobas e as pequenas frases de banalização do nazismo. "Os nossos soldados [na II Guerra Mundial] não eram criminosos, na maioria foram vítimas." As Waffen SS "merecem o nosso respeito". Falou dos campos de concentração como "campos disciplinares". Elogiou a política de emprego de Hitler.
Quando lhe convinha corrigia. Após o sucesso eleitoral de 1999, que o aproximou do poder, fez contrição: "Lamento pessoalmente, primeiro porque creio ter ferido os sentimentos de pessoas que foram vítimas do nazismo (...), depois porque essas declarações não estão de acordo com os valores pessoais de tolerância e humanidade que são a base do meu trabalho político." Disse compreender a "ansiedade" dos judeus e reconheceu o "carácter único e incomparável do crime do Holocausto".
É "um provocador calculista que joga com a História do seu país", anotou Christa Zoechling. Ao "lavar o passado", Haider liberta a geração da Guerra de toda a culpabilidade, explica a politóloga francesa Cécile Kerebel. Ao contrário da Alemanha, que foi forçada a fazer um doloroso trabalho de memória, a Áustria foi poupada. Os próprios Aliados a tal ajudaram, ao fazer dela uma "nação vítima". Não foi a Áustria anexada pela Alemanha em 1938? Falta dizer: com escassa oposição dos austríacos, a quem o III Reich deixou nostalgia.
O primeiro Haider defendeu a "germanicidade" da Áustria. No início da sua carreira notabilizou-se com um discurso: "A Áustria permanece alemã." Ainda em 1988, declarava na televisão: "Como nação a Áustria foi um aborto, um aborto ideológico."
Ao contrário, no fim dos anos 90, é já um paladino do "nacional-populismo austríaco".
O filho de nazis
Joerg Haider nasceu em Janeiro de 1950, em Bad Goisen, Alta-Áustria. O pai fora militante clandestino do partido nazi (NSDAP) antes da anexação e combateu depois no exército alemão. A mãe tinha sido activista das Juventudes Hitlerianas. Joerg estudou Direito em Viena e cedo entrou na política. Frequentou círculos de extrema-direita. Em 1970, é já o líder das juventudes do Partido Liberal (FPOe), fundado em 1956 e reunindo duas alas, uma propriamente liberal e outra pangermanista, apenas unidas pela oposição aos grandes partidos. Os seus primeiros chefes eram antigos oficiais das SS - tal como alguns dirigentes social-democratas.
Em 1980, um novo líder, Norbert Steger, impõe uma inflexão liberal e participa pela primeira vez no poder numa minicoligação com o Partido Social-Democrata (SPOe). Deputado em 1979, Haider cavalga a vaga nacionalista que domina a Áustria, exige "respeito pela geração dos soldados" e torna-se campeão da denúncia do clientelismo do "sistema".
Em 1986, o FPOe está à beira da ruptura. Haider ataca Steger e, apoiado na ala nacionalista e pangermanista, é eleito presidente em 1986. O FOPe vira à extrema-direita e assume um tom xenófobo e anti-europeísta, provocando o abandono da maioria das figuras liberais.
Em 1989, Haider conquista o governo da Caríntia. Explode o peso eleitoral do partido: 21 por cento nas eleições de 1995 e 26,9 nas de 1999. Implanta-se nos meios operários, seduz os jovens, arrasta os reformados.
No ano seguinte, O FPOe entra no Governo em coligação com o Partido Popular (OeVP, democrata-cristão), do chanceler Wolfgang Schuessel, provocando uma comoção na Europa. A UE ostraciza Viena durante seis meses.
O resultado da experiência foi no entanto desastroso para Haider. Para entrar na coligação, o FPOe moderou o discurso e a sua imagem foi anulada por Schuessel. Entra em rápido declínio eleitoral e divide-se.
Os "ultras" passam a contestar abertamente a liderança autoritária de Haider. Em 2005, ele tenta retomar o controlo do partido, invertendo o seu "putsch" de 1986: afastar os germanistas e moderar o discurso xenófobo - menos eficaz dada a quebra da imigração. A fronda é encabeçada pela secção de Viena, de Heinz-Christian Strache. Haider bate a porta e funda um novo partido - o BZOe.
Após o descalabro da "grande coligação" (SPOe-OeVP), as eleições de Setembro consagram a ascensão de Strache, que volta a radicalizar o discurso xenófobo: "Viena não será Istambul."
Mas, inesperadamente, Haider sobrevive. Se o FPOe alcança 17,5 por cento, o BZOe salva-se com 10,7. Os "irmãos inimigos" somaram 28 por cento. E o governador da Caríntia começou a construir uma imagem respeitável, sonhando com a chancelaria.
A sua morte pode facilitar a reunificação da extrema-direita, obrigando a refazer todos os cenários. O novo líder social-democrata, Werner Faymann, colou-se ao populismo e fez alianças pontuais com Strache. Há uma forte pressão para restabelecer a "grande coligação", de forma a evitar o regresso da extrema-direita ao poder. Para alguns analistas o risco é alto: poderá abrir caminho a uma futura vitória eleitoral do FPOe reunificado.
O populista inovador
Haider pertence a um família que poderia ser designada por "populismo dos ricos". Tal como a Lombardia de Umberto Bossi ou a Suíça de Cristoph Blocher, a Áustria é um país próspero. Nas bases destes movimentos dominam pequenos patrões "competitivos" e operários bem pagos.
Do ponto de vista ideológico é difícil classificar o FPOe. O politólogo Fritz Plasser mostra que o denominador comum do seu heterogéneo eleitorado é o protesto, com destaque para jovens e operários desiludidos com o SPOe. Assenta numa "cultura de rejeição", na denúncia da criminalidade, dos estrangeiros, dos privilegiados e da corrupção do duopólio partidário da "grande coligação".
Haider divide os intelectuais austríacos, anota Cécile Kerebel. Enquanto os "resistentes" continuam a apontar como traço fundamental a referência ao nacional-socialismo, os "fleumáticos" pensam que Haider foi um inovador. "Soube redefinir o FPOe como partido de protesto, explorando as aspirações e angústias populares", sem pôr em causa a representação democrática mas recorrendo a "um discurso de proximidade através dos media".
Observou o jornalista Armin Thurnher que as campanhas mediáticas contra Haider acabaram por aumentar o seu fascínio. Idêntica opinião tem o historiador Ernst Hanisch: a diabolização de Haider reforçou o seu carisma, a sua representação como encarnação do mal tornou-o mais interessante aos olhos da população, permitindo-lhe explorar a "vitimização". Nas eleições de 1999, os cartazes diziam: "São todos contra ele porque ele está do vosso lado."
Haider morreu. Que será o FPOe de Heinz-Chistian Strache, com a sua boina à Che Guevara?, in Publico

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Par perfeito

A crise financeira não desapareceu, mas na Casa Branca o ambiente parece leve como numa festa de adolescentes. Bush recebeu o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi. Durante um discurso, Berlusconi garantiu que a Itália cooperará com o próximo presidente norte-americano. Mas, rematou: "será difícil encontrar um homem tão idealista e corajoso como o nosso George". No ímpeto de abraçar o "nosso George" o primeiro-ministro acabou por derrubar sem querer o suporte de leitura. "É o que demasiado amor pode fazer", brincou Berlusconi. in Publico, 14-10

terça-feira, 14 de outubro de 2008

O carro mais barato do mundo

De um lado, a indústria, o desejado motor de arranque da economia do país. Do outro, o sector agrícola, que não está disposto a repartir a sua terra, sobretudo numa Índia onde dois terços de uma população de 1,1 mil milhões depende da agricultura. No meio da disputa, está (ou estava) o Nano, apresentando pelo grupo indiano Tata Motors em Janeiro como o carro mais barato do mundo, com um preço de venda de cerca de 1566 euros. Após meses sob intensos protestos dos agricultores, que acusavam a empresa e o governo indiano de lhes ter confiscado as terras sem oferecer uma compensação adequada, a Tata Motors decidiu abandonar os seus planos de produzir o Nano em Sigur, no estado de Bengala Ocidental. A ganhar ficou o estado de Gujarat, o escolhido pela Tata para receber a nova fábrica do Nano, que vai criar 10 mil postos de trabalho e produzir, pelo menos, entre 250 mil ou 300 mil veículos por ano.
Talvez em nenhum outro país do mundo o sector primário tivesse força suficiente para fazer com que uma companhia da dimensão da Tata desistisse de um investimento de 350 milhões de dólares (cerca de 257 milhões de euros) e de uma fábrica que estava já concluída a 90 por cento. Mas a Índia é um caso singular. Embora as forças da globalização estejam a transformar a face do país, várias regiões continuam a resistir.
Entre os dois mundos da Índia, revezes como o sofrido pela Tata multiplicam-se, com acordos pendentes de aquisição de terras a pequenos agricultores por parte de grandes empresas e negócios, como "call centers" e condomínios habitacionais. No total, propostas de compra de 37 mil hectares - por uma soma de cerca de 40 mil milhões de euros - ficaram já suspensas graças a protestos lançados por agricultores.
Para não ir pelo mesmo caminho, a Tata começou logo a negociar com vários estados indianos, ávidos de investimento e postos de trabalho, acabando por decidir-se pela opção mais segura, Gujarat, um estado com uma base industrial estabelecida e onde há consenso político em torno dos benefícios do desenvolvimento económico. Com a questão praticamente resolvida, o presidente do grupo, Ratan Tata, continua convicto de que o Nano chegará no prazo previsto aos mercados, ou seja, antes do final do mês. A perder ficaram os 10 mil agricultores que, por 335 mil rupias (mais de cinco mil euros), venderam a sua terra. Muitos queixam-se que a retirada da Tata os vai deixar sem perspectivas de emprego. E nem a terra terá grande valia. Afinal, foi tão explorada para uso industrial que permanecerá incultivável nas próximas décadas.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Shit Happens

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Subsidios verdes silenciosos

Enquanto todas as atenções se fixam na crise financeira, um montante de dinheiro público foi silenciosamente parar aos bolsos de outra causa pouco nobre. Na semana passada, George Bush acordou em emprestar 25 biliões de dólares aos fabricantes de automóveis. É um empréstimo suave que vai custar ao Governo 7,5 biliões. Poucas pessoas deram conta; poucas lutaram contra. A Casa dos Representantes aprovou as medidas com 370 votos contra 58. A grande crise corporativa está-se a espalhar como uma praga. Já atravessou o Atlântico. Ontem os fabricantes de carros europeus exigiram que a UE lhes entregasse 40 biliões de euros (54 biliões de dólares) em empréstimos baratos para equivaler ao subsídio dos EUA. Onde vai o desperdício dos gastos públicos acabar?

As empresas de carros, tanto da Europa como dos EUA, reclamam que precisam destes empréstimos para se tornarem mais verdes. Eles irão investir o dinheiro numa nova geração de tecnologias ambientais, para lhes permitir atingir as metas de eficiência pedidas pelos seus governos. Há mais alegria no céu quando um pecador se arrepende...mas quão estranho é este entusiamo verde agora que o cheiro de dinheiro público anda no ar. Nos últimos 10 anos os fabricantes de carro conduziram cada iniciativa útil ambiental para a parede.

Em 1998 os fabricantes europeus de carros prometeram que eles eram capazes de cortar os gases de efeito de estufa voluntariamente. No fim de 2008, eles afirmaram que iriam reduzir as emissões médias produzidas pelos seus carros de 190 gramas de CO2/km para os 140. Quão bem se sairam? Pelo fim do ano passado eles cortaram a poluição média em 158 g/km na Europa; irão falhar a meta em 40%.

A Comissão Europeia em 2006 anunciou que iria estabelecer metas compulsórias: em 2012 todos os fabricantes teriam de reduzir as suas emissões de CO2 médias em 120 g/km. Poderia parecer um progresso, mas se nos lembrarmos que 120 g foi a meta proposta pela UE em 1994, para ser atingida em 2005. Foi repetidamente adiada pelo lóbi da indústria.

No último ano a meta de 2012 caiu devido a essas mesmas forças. Angela Merkel, fazendo lóbi por empresas como a DaimlerChrysler e BMW, exigiu que a Comissão Europeia pusesse travões. (Ironicamente foi Merkel, como uma idealista jovem ministra do ambiente, que primeiro propôs a meta de 120 g/km em 2005). A comissão acordou em rever a figura em 130 g, e em cobrir o gap aumentando a contribuição dos biocombustíveis. Desde essa altura foi crescendo a evidência que a maioria dos biocombustíveis, como o crescendo da fome, produzem mais gases de efeito de estufa que o petróleo; mas a política permanece inalterada.

Agora os polucratas dizem que não conseguem também cumprir a meta dos 130g. Um mês atrás tentaram persuadir o comité da indústria a adiar a meta até 2015, a reduzir as multas de não cumprimento, e permitir que os fabricantes introduzam inovações ecológicas em alternativa ao cumprimento das metas. Ou seja, propuseram uma aprovação oficial da "greenwash" da indústria. Mas este trama foi rejeitada há duas semanas atrás pelo comité do ambiente.

Nos EUA, os fabricantes ainda não atingiram a meta com que se comprometeram no Energy Policy Conservation Act, em 1985. O carro médio vendido nos EUA hoje é menos eficiente que o modelo T Ford de 1908.

Em 1974 o modelo Opel T-1 de 1959 conseguia atingir os 15 g/km. Não qualquer razão técnica para que o limite máximo não seja hoje os 50 g/km.

Nem há uma boa razão comercial. Um inquérito pela Newspaper Marketing Agency mostra que 80% dos compradores de carros dizem que a economia dos carros é agora mais importante que a performance. O falhanço tecnológico da indústria automóvel resulta inteiramente do lóbi das empresas que agora pedem dinheiro público para se tornarem verdes. Eles queres espremer até à última gota a tecnologia existente até trocarem por melhores modelos.

A sua sabotagem da tecnologia verde tem sido subtil. O filme Who Killed The Electric Car? mostra como os fabricantes, trabalhando com a indústria do petróleo e governantes corruptos, afundaram a tentativa da Califórnia mudar as tecnologias dos carros. Persuadiram o governo federal a investir nos veículos a hidrogénio, tendo a noção de que as dificuldades tecnológicas são tão grandes que a construção de um modelo barato e em massa nunca seria possível. Os carros eléctricos, pelo contrário, estão prontos para o mercado de massas há quase um século. Estes empréstimos que agora os fabricantes pedem à UE e EUA são subsídios para evitar a mudança tecnológica.

Agora, os fabricantes de carros exigem dinheiro público para continuar com as políticas que mantêm há 50 anos e esbanjaram milhões de dólares. Mas claro, os "empréstimos verdes" que pedem não são nada do género. Financiar uma melhor performance ambiental é somente uma desculpa para aguentar uma indústria em falhanço. Em resultado da crise do crédito e dos altos preços do petróleo, as vendas dos maiores fabricantes de carros têm diminuido: nos EUA entre 20 a 35% no último ano; no RU cairam 21% no mês passado.

Não há necessidade de gastar um tostão do dinheiro público no esverdeamento da indústria a motor. Um recente relatório da Casa do Comuns do RU mostra que se poderiam concretizar essas metas por diferenciar os impostos de veículos: propõe que a compra de carros menos eficientes seja mais tributado que os mais eficientes. Isto iria forçar a indústria a fazer as alterações a que tanto resiste.

Os subsídios são o que os governos pagam quando a regulação não acontece. Se não há a coragem de forçar a indústria a fazer alguma coisa, então suborna-se. É um palpite justo que os fabricantes europeus de carros vão continuar a falhar nas suas metas ambientais, mesmo que eles obtenham dinheiro para isso. in ecoblogue.net


quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Vamos aprender judo com Vladimir Putin


O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, lançou um DVD onde surge a ensinar os movimentos do judo, arte marcial de que é cinturão negro. Esta é a sua mais recente iniciativa para salientar a sua masculinidade, depois de ter sido fotografado a pescar de tronco nu, a voar num avião de combate e a disparar um dardo tranquilizante para impedir que um tigre atacasse um grupo de jornalistas e de cientistas, segundo o relato dos jornalistas que o acompanhavam.
A azul é a europa, de branco a Russia, com o seu heroi licenciado na KGB a dar-lhe uma lição. Petróleo e gaz com força....

Retratos do Mundo - Coreia do Norte I

Isolada do mundo, a vida na Coreia do Norte continua a ser um ponto de curiosidade para quem está de fora.
Estas fotos foram tiradas pelo fotografo Eric Lafforgue, são fotos que não foram eliminadas, são pequenos retratos do pouco que o governo deixa os turistas ver.
Na Coreia do Norte os turistas são sempre acompanhados de dois guias, qualquer sitio que se vá, e não podem escolher para onde querem ir, teem de seguir um program restrito.
Uma vista de Pyongyang, tirada do Yanggakdo hotel. Podemos encontrar na net uma famosa fotografia tirada de satelite mostrando a peninsula coreana de noite, com uma grande diferença entre as duas coreias. Na Coreia do Norte não existe iluminação publica, e as pessoas usam lampadas de muito reduzida potencia. A capital "Pyongyang" é surreal tanto de dia como de noite. Devido à crise do petroleo não existe transito à noite e a vida nocturna é virtualmente não-existente. Apenas os monumentos permanecem acesos durante as festividades. De hora em hora, das 6 da manha até à meia-noite, altifalantes cantam musicas patriotas. Os turistas são totalmente proibidos de sairem dos seus hoteis para passearem pela cidade, mesmo sendo Pyongyang seguro.
As autoestradas são enormes e sem carros. Os aviões poderiam aterrar aqui. Pode-se mesmo ver miudos a brincar no meio da estrada. Aliás, a segurança é o maior problema pois as crianças e os idosos não estão habituados a ver carros, atravessam as ruas a qualquer momento sem estarem atentos. Os unicos carros que podem ser vistos são os militares, e a maioria estão parados na berma avariados. Ou pode-se ver mercedes novos a alta velocidade pertencendo a oficiais da Coreia do Norte.
Uma grande quinta industrial, Chong He, onde os camponeses mostram orgulho das numerosas visitas dos lideres. Até construiram um museu para mostrar aos visitantes que a quinta funciona bem.
Ao mesmo tempo, o Programa Alimentar Mundial anuncia que milhões de norte-coreanos passam fome.
Gigante movimento em massa no estadio de Pyongynag. O maior do mundo, com capacidade para 150.000 pessoas. Maioritariamente suportados por miudos, de cada vez que cada um deles vira o cartaz para criar uma nova figura gigante, gritam.
A lenda (ou historia, na ideia dos norte-coreanos) diz quesays that Kim Il Sung, using the two pistols inherited from his father as his asset, founded the Anti-Japanese People’s Guerrilla Army (AJPGA), the first of its kind in Korean history, in April Juche 21 (1932). So if you visit NK, you will see many times printings of those 2 pistols.
North Korean kids learn that KIm IL Sung has liberated with 2 pistols...
Jardim de recreio de uma escola
Ele não deve saber quem é o puto amarelo da camisola, pois as estações de televisão estrangeiras são proibidas, mesmo as antenas parabólicas.
"Aquele que ofende o nosso Orgulho"
"Seja quem ou o que for, pomos um fim a isso!"

Um poster nas ruas de Pyongyang.
Os americanos que visitam a Coreia do Norte não podem ficar mais de 3 dias e ainda teem de pagar um imposto alto para poderem entrar.
Aqui os norte-coreanos depositam flores para mostrar respeito ao grande lider Kim Il Sung.
Os turistas são convidados a fazer o mesmo. Estas raparigas foram filmadas pela NK TV. Mais tarde, a televisão transmitia a mensagem de que turistas de todo o mundo vinham mostrar respeito pelo grande lider. Mestres em propaganda!
Mostrar tributo ao lider lider Kim Il-Sung.